O maior abandonado


A exatos 20 anos, o mundo da música sofreu uma perda irreparável; o eterno exagerado, Agenor de Miranda Araújo Neto, ou simplismente Cazuza morria no Rio de Janeiro, sua terra natal vítima de AIDS, doença que ele havia declarado possuir em 1989. Apesar de ele ter morrido 4 anos antes do meu nascimento, tive o prazer de conhecer sua obra, letras musicadas ou não, que soavam como um grito de libertação de uma sociedade que clamava por mudanças. É impossível não se emocionar com a timbre rouco do "rebelde sem calça", como ele mesmo se definia. Confesso que sinto minha voz embargar e meus olhos enchem-se de lágrimas quando revejo a gravação do Rock'n'Rio, quando ele, envolto na bandeira brasileira, informou o fim da ditadura. É incrível como Cazuza foi ao mesmo tempo "bossa nova e rock'n'roll", como a mesma mente que deu origem à músicas como O tempo não Para, Ideologia e Blues da Piedade, foi capaz de tocar de forma indescritível, com a doçura de um Codinome Beija Flor.
A obra de Cazuza inclui um grande número de composições solo, parcerias e inúmeras letras nunca musicadas, que trataram de deixar sua mensagem: ele não veio ao mundo simplismente para nascer e morrer, sem deixar sua marca. Ele queria ser lembrado, ele queria mostrar que ele era bom. Grandes sucessos como Bete Balanço, Malandragem e Brasil, atravessaram gerações, provando que ele estava certo: ele era realmente bom. Impossível não se deixar tomar por composições como "Eu preciso dizer que te amo", impossível não amar "O maior abandonado". Cazuza marcou uma época e, 20 anos depois da sua morte, continua encantando gerações, ganhando novos fans.
Ele foi polêmico, boêmio, rebelde, artista, poeta, romântico... Resumindo, ele foi CAZUZA.

Para quem nunca parou pra ouvir e pra quem quer ouvir novamente, alguns dos seus sucessos;







#Agenda
Hoje, às 17:30 na MTV, especial Cazuza

Beijos,

1 pitaco(s):

Nize C. disse... [Responder comentário]

Vou confessar que quando chega essa época eu fico bem melancólica e Cazuza toca direto no winamp.
Infelizmente só tivemos UM Cazuza. Até esses 20 anos não apareceu ninguém com a coragem de mostrar a voz de uma geração como ele fez. O que eu mais admiro nele é o que eu tento fazer também: nunca esconder quem você é.

E Ezequiel Neves hein? deve estar uma festa lá no céu, haha

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