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Uma reflexão sobre o fazer pedagógico

Pink Floyd by Another Brick In The Wall (Part 2) on Grooveshark

Quando se aceita a tarefa de ensinar, é necessário ter em mente que a missão não será cumprida apenas com a transmissão mecânica de conceitos. É preciso ensinar a pensar. É preciso mostrar como é ser gente, ser cidadão. É necessário colocar uma pulguinha atrás da orelha e deixar claro que é preciso coçar. Coçar, coçar, coçar... Até a pulguinha se aquietar. E aí, colocar mais outra, e outra, e outra, pra que o aluno não deixe de coçar. Não deixe de buscar, não deixe de tentar, não desista de aprender. Educar é abrir a porta e dizer "ó, o mundo tá ali e pode ser seu, mas você precisa aprender como tomar posse dele". Educar é provocar: tirar da zona de conforto e jogar o pensamento além do imaginável. 

Imagem: Reprodução/Filme "Pink Floyd The Wall"
Formar gente que não engole, não abaixa a cabeça. Formar gente que não tem preguiça de pensar, que não vai crescer pra ser mais um tijolo no muro. Formar gente. Formar PESSOAS. Formar cidadãos. Formar críticos, contestadores, mentes inquietas e doidinhas pra descobrir as coisas e as verdades das coisas. É fácil demais manipular gente alienada. Uma sociedade burra não rompe amarras, não corre atrás do que é seu, não exige o que tem direito. O papel do professor é o mais bonito, o mais poético (por que não?) e o mais importante, dentre todas as profissões. É até clichê mas, o que seria dos médicos, advogados, físicos, cientistas e quaisquer outros profissionais que se possa imaginar se, lá atrás, não tivesse um professor que motivasse, plantasse a sementinha da curiosidade, instigasse a buscar, conhecer, desbravar esse mundão todo? Fui (e sou) aluna do sistema público de ensino, tive sorte de ter tido professores excelentes (passei por alguns "mais fracos" como era de se esperar na rede pública, mas não posso deixar de reconhecer aqueles que fizeram um trabalho bem feito) e tanto em casa quanto na escola, aprendi como deve ser um bom professor. Aquele que te põe pra pensar, que faz refletir e analisar todos os aspectos sociais possíveis em cada momentinho em que a mente resolve dar um descanso. Aquele que te dá uma noção de mundo que te empurra pros leões da vida real. 
Como sempre me dizia uma certa professora no primeiro período da minha graduação, "só o conhecimento da poder". Só o conhecer pode defender, salvar, armar, acabar uma guerra e impulsionar uma revolução. Só o conhecimento é capaz de mudar o mundo e, mais importante que isso, a visão das pessoas sobre o mundo. E é no meio disso que eu percebo que, mesmo tendo caído de paraquedas, caí no lugar certo, que a licenciatura em Ciências Biológicas é o que realmente me espera lá na frente. Espero não somente ser uma boa professora no futuro, mas conseguir extrair aquilo que de melhor eu notar naqueles que foram - e que ainda serão - os meus mestres. E que num futuro próximo eu seja uma semeadora: uma formadora de mentes brilhantes. Que pensam, que debatem, que argumentam, que leem, que analisam, que buscam e que contestam.

Um beijo,
Carol Meireles

As vidas de Amélia: uma história de repressão

Desconstruindo Amélia by Pitty on Grooveshark


Nasci na Europa, na Idade Média, nasci filha de camponeses, igualmente camponesa. Sempre vivi da terra, sustentei minha família com o que plantava e os curava com a sabedoria das ervas, o poder que vinha da natureza. Sabíamos dos dias de chuva e dos dias de sol graças aos sinais que o próprio planeta nos trazia, éramos felizes com o pouco que tínhamos. Quando chegou a nova religião, ouvíamos falar que os chás, as infusões, o nosso sistema de crença eram artes das trevas e que deveriam ser banidas. Não conseguia entender! Como o conhecimento que recebi das minhas antepassadas poderia fazer algum mal? Passei a compreender que a melhor forma de vencer uma ameaça é despertar o medo nas pessoas. E a nossa crença era uma ameaça ao clero: quanto mais continuassem acreditando no saber dos antigos, menos seriam fiéis do novo sistema e menos dinheiro, poder eles teriam. 

Vi com os meus próprios olhos os meus irmãos, pais, avós serem queimados e, em seguida, eu também fui: torturada, queimada por não seguir o paradigma imposto por aqueles que detinham autoridade. Eles se autoproclamavam Santos Inquisitores, diziam que eu era herege e que merecia queimar, pelo amor de Deus. Mas eu não via sentido nisso! Eles mesmos não proclamavam que deveríamos “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”? Vi, inclusive, a imagem da mulher mãe, anciã, detentora de sabedoria cair por terra, porque no novo sistema era o homem que tinha voz e vez.
Viajei alguns séculos no tempo, atravessei o oceano, fui parar em um país tropical, quente, em que existia gente de todas as cores e credos, o Brasil, e por toda essa miscigenação achei que seria diferente. Ledo engano. Fui negra, filha de escravos. Nasci numa senzala imunda, fui forçada, escravizada desde a infância. Vi o meu pai atado ao tronco, apanhando e ao invés do suor que o trabalho árduo o fazia derramar, vi seus poros jorrarem sangue. Senti o sofrimento de perto, vi meus irmãos de cor serem castigados, tratados como nada e eu, por ser mulher, senti a segregação de forma ainda mais forte: se meus irmãos não podiam frequentar a escola, eu muito menos. E nas rodas de capoeira, onde eles aprendiam a se defender, disfarçados atrás de uma suposta dança, cuja qual eu não podia dançar. Quem já viu mulher lutar? 

Por onde andará Alegria?



Lembro que na minha infância, mais ou menos aos 8, 9 anos, uma das leituras indicadas pelo colégio era um livrinho simpático, fininho, da capa vermelha, com um título bem sugestivo: “Onde andará Alegria?”, de Miriam Portela. O livro contava a história de Téo - um homem casado, sem filhos e com óculos de casco de tartaruga - e de Alegria - uma menina de 6 anos e joelhos alaranjados de mercúrio-cromo -, ou mais precisamente sobre a amizade dos dois e como a alegria, homônima à personagem principal pode nascer de forma pura, em meio a desenhos nas nuvens e guloseimas numa tarde calma. Hoje eu me peguei relembrando a história de Alegria e, em meio a alguns devaneios, comecei a me perguntar onde ela se esconde – não a personagem do livro, mas a nossa própria alegria. 
Foto: WEHEARTIT
Me peguei perguntando a mim mesma onde fica a minha alegria: se eu espero encontrar com ela junto com algum objetivo, no fim da estrada, ou se em alguma esquina que por ventura eu acabe dobrando. Me questionei sobre acreditar ou não na existência de uma alegria maior, suprema e final em algum ponto da trajetória e acabei torcendo pela não-existência de tal sensação, porque depois de experimentar da plenitude seria impossível aceitar voltar a normalidade, como se tanta alegria nunca tivesse me invadido. Mas veja bem, não sou uma pessoa triste: sou feita de altos e baixos, de alegrias e tristezas como qualquer humano em pleno domínio das suas faculdades mentais. E como qualquer outra pessoa, vivo em busca de alguma coisa que não sei bem o quê, porque é essa busca que nos move e que nos faz ter vontade de seguir adiante ao invés de deitar numa rede embaixo de um alpendre qualquer e ver a vida passar, sem interferir. Achar um hipotético pote de ouro no fim do arco-íris significaria não ter mais pelo que correr atrás.
Depois dessa conclusão, percebi também que a alegria é relativa: o que pra mim pode ser motivo pra soltar fogos e por o bloco na rua, pode ser quase nada para outras pessoas – e que isso não aumenta ou diminui quem cada um é, dentro das próprias particularidades. Que cada ser humano é o único responsável por tudo àquilo que o causa dor ou traz plenitude e que não cabe a ninguém mais opinar ou decidir por ele o que é melhor pro futuro, pra vida ou para adotar como paradigma de felicidade. Afinal, se cada um de nós é milimetricamente diferente, porque o significado de realização pessoal seria igual? Cada um é dono do próprio destino e, por isso, deve também ser o único a escolher o que faz bem pra si, além de buscar, agarrar a própria alegria com unhas e dentes. A Alegria do livro entrou num avião, correu o mundo todo e nunca mais foi vista. Mas e você, já descobriu onde está a sua Alegria?

Beijinhos,
Carol Meireles

Sobre o recomeço e o agora


Hoje eu acordei sem aquele sofrimento besta, sem aquela necessidade ridícula de curtir uma fossa existencial atrás da outra. Acordei sorrindo, pedindo pro sol penetrar nos meus poros e me fazer mais feliz… Hoje eu cheguei a conclusão que o futuro é distante, é incerto e eu não tenho mais certeza de nada. Por isso, decidi que vou dar mais valor ao AGORA. Ser feliz AGORA, viver AGORA, dançar AGORA, gritar AGORA e sempre que me der vontade. Porque essa vida aqui é curta e a gente não tem certeza de nada. Nadica de nada. Nadinha mesmo. Então eu vou me jogar. Vou tentar acertar - mas tambem vou errar. Vou tentar fazer bem - mas tambem vou magoar. Vou tentar tirar as melhores notas - mas também posso reprovar. E aí que, se os Deuses me permitirem, serei uma universitária. Morarei longe de casa. Serei bióloga. Serei adulta, mulher, feliz e coisa e tal. Se não, não sei… “Deixa estar, que o que for pra ser vigora”. Tudo que eu sei que é hoje - agora, nesse segundo - eu tô muito bem, obrigada.

xoxo,
Carol Meireles

Sobre Vivendo do Ócio e o show que eu não fui¹



Em 2008 eu ouvi por aí, não lembro ao certo onde ou como, uma música que me chamou atenção. Era dançante, a letra era engraçada e bem feita e, acima de tudo, era rock nacional atual, bom, de qualidade. E, ah, aquele sotaque não me enganava: eles só podiam ser da minha Bahia. Corri pra internet e descobri que a tal banda havia disponibilizado um EP pra download no myspace. Baixei, ouvi, re-ouvi. Viciei, gamei, virou amor. Me apaixonei perdidamente por aquele som e passei a procurar tudo que existisse ao meu alcanse sobre aqueles meninos que, a partir de então, passaram a povoar minhas tardes, noites e intervalos do colégio. Descobri que eles eram do Centro Histórico de Salvador e tinham acabado de “trocar” de baterista. Até que em um dia aleatório em que o tédio me fez ligar a tv, me deparei com essa mesma banda participando - e vencendo - um reality show musical: o Gás Sound. O prêmio? Um contrato com a Deckdisc. A oportunidade de crescer, ser conhecida, reconhecida pela qualidade. Confesso, entretanto, que fiquei apreensiva… Será que deixando de ser “banda independente” e passando a ser “banda com gravadora”, eles iam continuar sendo os mesmos, com a mesma sonoridade e a mesma essênjcia? Surpresa boa foi aquela que eu senti quando ouvi aquele primeiro disco pra valer. De bônus, quatro músicas inéditas que me pegaram de jeito. E aí, depois disso, foi só crescimento: Bahia de Todos os Rocks, VMB… E eu ali, votanto tando quanto eu podia, divulgando como me era possível. Tinha ciúmes (e até hoje tenho) da “minha banda”, mas sabia que precisava deixar isso de lado: ver “meus meninos” crescerem era MUITO mais importante que ciúme bobo de fã. No ano seguinte, entrei no fã chat e conheci muita gente que compartilhava o mesmo sentiment; lá eu fiz amizades que guardo até hoje e sou muito grata por isso. Além disso, foi lá que eu passei a ter contato direto com a banda, o que me fez ficar ainda mais fã. Percebi que eles eram mesmo aqueles meninos simpaticos, humildes, brincalhões, “gente como a gente” e, acima de tudo, um bando de apaixonados por música e pelo que fazem. “Dá até gosto de ser fã de uma banda assim” - eu pensava comigo. Depois, vieram os shows na Inglaterra, Holanda e Itália: 2010, 2011 e meu coração a mil. O orgulho que eu sentia era uma coisa maluca de explicar, era como uma mãe que vê o filho descer do braço e dar os primeiros passos ali, fora do aconchego, da proteção. Afinal, era um mundo completamente novo pra eles e pra nós, fãs que acompanhamos tudo, desde o início. E eu que sempre critiquei fanatismo, que sempre ri de quem chorava por banda, passei a desejar um show desta como nunca desejei ir prum show antes. Esperei (não tão)pacientemente até o dia do anúncio de um show deles perto da minha cidade… Vibrei quando esse dia chegou, fiz planos, fiquei feliz. Até eu ver que a data cairia fatidicamente no dia do meu vestibular, em outro estado. Dia 10 de dezembro de 2011: o dia em que o furação ocioso dominou o Derrota Fantasy. E eu NÃO estava lá. Já chorei, já fiquei triste, já pensei besteira… Mas existe uma música deles que diz “apenas olhe com um sorriso nos dentes e não diga nada”. E eu coloquei um sorriso nos dentes, porque eu sei que um dia a minha hora chega. Eu sei que eu posso, eu sei que eu vou. Os meninos a que carinhosamente me referi se chamam Diego, Luca, Davide e Jajá. A banda, meus caros, é a VIVENDO DO ÓCIO. Nunca fui tiete, nunca fui dessas e, como disse ali, sempre critiquei e ri de quem era… É um sentimento que, na verdade, só entende quem é. Hoje, afirmo com propriedade: longe ou perto, vendo ou não, abraçando ou não: eu NUNCA vou deixar de apoiar a banda e de esperar o dia de vê-los ao vivo.

"Vocês são fogo, eu admito, queimam que nem diesel no mar”

¹texto foi escrito - entre lágrimas - na madrugada de 10/12 para 11/12, data do show.

Sobre quem não ouve até o fim.

foto: UOL Musica
Ei, você! É, você aí que prefere não me ouvir, não me enxergar e sair por aí, a torta e a direita falando do que não sabe, não conhece - só ouviu falar. Mal e porcamente, aliás. Suas fontes, quais são? São confiáveis? Desataram a falar mal de mim. Mas dizem por aí que a gente desdenha fácil o que não pode ter… Soube que disseram que é tudo pose: carinha de quem não liga e recalque até o último fio de cabelo. Sou de falar na cara, ‘cê sabe. ‘Cê sempre soube. Mas falo só o que dá na telha, sabe? O que vale a pena. Me disseram uma vez que tem gente que não merece a saliva que a gente gasta quando fala… E sabe que eu acreditei? Dei pra medir agora: só falo de quem e com quem vale a minha saliva. Virei seletiva. Mas sabe o que era que eu queria mesmo? Queria mudar o mundo. Eu sou aleatória - você sabe, não me julgue. Mas eu queria, sabe? Queria mesmo, pra valer. Te juro que não é utopia, bobagem de menina besta querendo ser mulher antes da hora. É coisa séria, não é sonho não - é objetivo. E sabe essa gentinha que ri e aponta? Não vale um mililitro da minha saliva.

Sabe o que eu acho?

Foto: WE♥IT
 Acho graça nessa "nossa situação". Nesse seu jeitinho de querer meio sem querer, de dizer uma coisa e mostrar outra, de agir por impulso e fingir que tudo não passou de brincadeira. Essa forma direta, explicita de querer, mas de abrir, arregar, se arrepender quando chega a hora de mostrar. Essa coisa meio implícita que você tem, essa coisa de fazer errado do certo, certo do errado… E essa mania de achar que eu vou estar sempre aqui, por mais que você não decida o que é melhor pra sua vida. Só acho que tá mais que na hora de decidir se fica ou se vai, se acaba tudo e vai embora, se vem e fica de uma vez. Aliás, acho que já passou da hora de uma escolha sensata, curta e grossa. Não é justo ficar num eterno meio termo, uma eterno dilema que não dá nem em sim, nem em não. Não tenha medo, garotinho, a vida tem dessas coisas. Você só precisa escolher, mas ó, não se assusta que nada é pra sempre não… O “eterno” nunca durou pra mim mais que 5, 10, 20 minutos. Só toma cuidado pra não entrar numa curva fechada demais e dar de cara com a parede, mas se preocupa não, só precisa escolher. Um sim agora, um não mais tarde, ou vice versa: você quem sabe. Mas não dá pra adiar, ok garotinho? Pode se arrepender depois, mas agora tem que decidir. Tá com medo? Não dá agora? Tudo bem, tudo bem. Vai lá, roda na roda gigante do seu mundo de 1001 histórias sórdidas atrás de uma resposta, mas depois, quando decidir, me promete que vem. Me promete que vem e me conta, certo? Só não posso te prometer que os meus ouvidos continuaram sendo os mesmos que, nesse instante, querem te escutar.

xoxo,
@beeislost

Eu vou voltar, querido...

Foto: WE♥IT
 ...vou voltar com meu orgulho ferido nas costas e você vai rir, eu sei. Eu vou continuar fazendo de conta que não é bem assim, que não foi por você que eu voltei, que eu vim aqui só tomar um café e já tou de saída, mas a gente sabe que você não é tão bobo assim, que também é puro fingimento… E aí você vai me fazer mil perguntas sobre “nós” e eu vou responder, uma por uma, mentindo como eu faço tão bem. Você vai jogar na minha cara que é mentira, que se eu voltei foi por você mesmo, e daí? “Você tem que admitir isso logo, menina!”. E eu vou soltar aquela minha gargalhada alta, espaçosa e e inconveniente que você conhece bem e eu vou negar palavra por palavra que você usou pra me contestar e eu sei que você não vai acreditar, mas sei também que você vai fingir que acredita, vai fingir que eu tou sempre certa e vai até mesmo me fazer crer nas minhas próprias mentiras. Fingimos tão bem, meu bem, mas é só assim que você consegue domar esse meu jeito, só assim pra gente poder criar o nosso “final feliz”.

xoxo,
@beeislost.

Sobre amigos e afins.

Foto: WE♥IT
 Amizade vem do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar e talvez seja por isso que amigos sejam, na verdade, um tipo mais sublime, mais forte e maior que aquilo que nós humanos chamemos de amor. Amor de amigo seria, na verdade, uma evolução do amor romântico: um amor que não pede nada em troca, uma entrega totalitária e um desejo absurdo de prezar pelo bem estar do outro acima de tudo. É um amor que não se cobra, um amor que não se compra, um amor que se conquista. Amigo de verdade não vai te impedir de errar, não vai te dizer "eu te avisei"... Um amigo de verdade vai te abraçar, te ouvir e te deixar chorar quantas lágrimas você precisar. "Põe pra fora, vai.. Vai te fazer bem". Amigo de verdade vai chorar junto com você, mas também vai rir (e muito!). Amigos não tem vergonhas e segredos entre eles são inexistentes. Uma amizade verdadeira é a certeza de ter alguém com quem sempre você vai poder contar e que vai sempre te apoiar quando você cair e te dar um puxãozinho de orelha quando precisar. Enfim, amigo de verdade é aquele que, longe ou perto, vai SEMPRE estar incondicionalmente junto com você. 

E eu tenho os melhores amigos do mundo.

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos"
(Vinícius de Moraes)

Feliz dia do amigo =p

Beijinhos,
@beeislost

Pode fugir, eu deixo.

WE♥IT
Foge vai, pode fugir de mim como vampiro foge de água benta. Pode continuar achando que eu sou pior que assombração e continuar com essa babaquice toda de fingir que tem medo de mim. Mas cuidado que uma hora eu posso acreditar, viu? Cuidado, porque quando você decidir parar de fugir e cuidar do que tá na sua mão, pode ser que não seja mais na sua mão que eu esteja. Foge, pode fugir, eu deixo. Continue exercendo e exercitanto a covardia tolinha do pré-adolescente problemático que, não importa quantos anos você venha a ter, não sai de dentro de você; vai, continua aí no seu canto, com sua birrinha de criança mimada que deixou cair o docinho no chão. E não me olhe desse jeito, baby, você sabe que é exatamente assim, que eu tou certa e que você não passa de um bebê chorão, esperando a resolução dos seus "problemas" cair do céu, ao invés de enfrentar meio mundo e ser feliz como você quer ser. Querer só não basta, viu baby? Tem que levantar daí, jogar a mamadeira pro lado, esquecer a fraudinha descartável no berçário e ir pra guerra, ir á luta, porque NINGUÉM consegue o que quer sem fazer um tiquinho de esforço e não é com você que vai ser diferente.

xoxo,
@beeislost

Não somos robozinhos!

Por que menina brinca de boneca e menino de carrinho? Por que a gente reclama de corrupção, mas joga lixo no chão? Por que a gente reclama do machismo, mas é só ver uma mulher de batom vermelho que acha que é "piriguete"? Por que menininha usa rosa e menininho usa azul? Quem inventou que mulher tem que lavar a louça e o homem tem que sair pra trabalhar? Por que é muito mais fácil criticar que perceber e valorizar as qualidades do país? Por que todo mundo que usa franja é taxado de emo? Por que a gente tem que casar, ter filhinhos e viver felizes para sempre se a vida não é um conto de fadas? Por que acreditar que não existe mais gente honesta nesse mundo? Por que aprovar um Código Florestal que dá espaço pra devastar a nossa maior riqueza? Por que "te amo" virou "bom dia"? Por que a gente reclama que o imposto é alto, mas não sai da cadeira pra reinvindicar nossos direitos? Aliás, por que manifestante virou sinônimo de bandido e anarquia, de bagunça? Por que blaser feminino é blaser "boyfriend"? Por que a gente tem que ser exatamente aquilo que a sociedade espera de nós? Por que não temos tempos pras coisas mais simples da vida? Por que no meio de um montão de notas altas, é uma única nota baixa que a única que os nossos pais notam? Por que deixamos de valorizar um abraço sincero e um amigo verdadeiro? Por que deixamos que eles levem e transformem nossos sonhos? QUEM nós somos? Por que nos levaram a pensar que a orientação sexual e a cor da pele muda alguma coisa em alguém? Me pergunto (e te pergunto, também): onde está a criança fomos, que acreditava no futuro, que sonhava? Médico, Advogado, Enfermeiro, Jornalista, Professor - o que você quer ser quando você crescer? Pense nisso.

Beijinhos,

@beeislost.

Sobre a minha felicidade


Andei pensando seriamente sobre a minha vida e cheguei à conclusão de que eu sou uma pessoa feliz. Evidentemente, não tenho uma vida perfeita e badalada, não moro perto de todo mundo que eu gosto e muito menos ganhei um prêmio milionário na loteria, mas ainda assim digo e repito com satisfação: eu sou feliz - e ah, como sou!
Não que minha vida seja recheada de acontecimentos fantásticos, conquistas surpreendentes e reviravoltas dignas de um folhetim mexicano, muitíssimo pelo contrário: tenho vivido em absoluta calmaria, vivendo um dia de cada vez, sem pressa nenhuma de acabar e, sinceramente, isso tem feito toda a diferença.
Depois de tantas cobranças e responsabilidades, a gente precisa de um tempo pra si mesmo, sabe? Nem tudo aconteceu como eu planejei e no fim, no fim, de um jeito ou de outro, acabou dando tudo mais ou menos certo, correndo tudo mais ou menos bem. Uma hora a gente aprende que se as coisas não acontecem exatamente como a gente quer, é porque elas simplismente não eram pra acontecer daquela maneira e a gente tem que entender isso, lidar com isso da melhor forma. Por mais que bata aquela frustração, é superando esses acidentes de percurso que a gente aprende, amadurece, porque a vida é a melhor escola do mundo.
Aliás, eu já falei que eu sou muito feliz?

Beijinhos,
@beeislost

Seja bem vindo.


Esse é o mundo da garota que fala de si na terceira pessoa. O motivo disso? Bom, ela não sabe ao certo. Talvez por que ela se sinta mais a vontade de falar dos próprios sentimentos como se não fossem dela, talvez ela só ache mais fácil de "se entender" desse jeito... Ou talvez, seja só uma mania mesmo. Ela tem um jeito todo diferente de ver o mundo, mas às vezes, ela é simplismente como todo mundo. Contradições? Ah, sua mente é repleta delas... Afinal, que adolescente não tem? Ela já viveu intensamente, já embarcou em histórias das mais incríveis, subiu em árvores e fez machucados daqueles que saram com um beijo e chocolate. Mas também, já sofreu decepções feias, daquelas que a fizeram quase desistir, mas alguma coisa dizia pra ela "vai, continue, você tem que ir, você ainda não encontrou". E a curiosidade de saber o que ela tinha de encontrar, a fazia dar tempo ao tempo e levantar a cabeça, pra continuar. E um dia, a garota que fala de si em terceira pessoa encontrou o que tanto a fez correr. Ele veio assim aos poucos, querendo não querer. Ela, aspirante à jornalista, aluna do médio. Ele, universitário, quase filósofo. Em comum, decepções, desejo de ser feliz e de confiar, vontade de amar, vontade de ficar junto e não soltar. Numa epifânia, ela percebeu o motivo que a fazia ir em frente, ela percebeu que sempre soube que ele ia chegar, que um dia ela ia conhecer aquele que daria sentido a tudo que já havia acontecido à ela. E esse dia chegou.

"E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz"*



* trecho de Eduardo e Mônica, música de Legião Urbana

Hoje


Hoje eu acordei e abri a janela. Hoje eu acordei. Hoje eu senti uma necessidade indescritível de sentir a luz e o calor do sol tomarem conta de cada poro do meu ser. Eu sorri. Eu fechei os olhos com força e acreditei, somente. Somente, acreditei. E de novo, sorri. Hoje eu acordei e abri a janela. E sorri. Hoje eu senti vontade de gritar. E gritei. Hoje eu tive vontade de sorrir. E sorri. Hoje eu quis esquecer tudo. E esqueci de tudo - ou quase tudo. Não esqueci você. Me dei conta de que eu não posso te esquecer. Percebi que você está agarrado à cada átomo de mim. E, então, sorri.

não.

Eu não vou mais ser a menina forte que todos esperam que eu seja, não vou mais me esconder atrás dessa máscara. Cansei, sabe? Cansei de fingir, cansei de mentiras, cansei de ter que me mostrar inabalável quando eu sei que não estou bem.

decidi, enfim:


Hoje é o primeiro dia da minha vida. Pela primeira vez, não vou me importar com nada que disserem ou fizerem para me magoar. Não vou me permitir sentir nada negativo e vou mandar pra bem longe as energias que eu sei que não são boas para mim.  Nada vai me derrubar e nenhuma tristeza vai ter força para me dominar. Hoje é o primeiro de muitos dias em que eu me comprometo a ser o melhor para mim mesma e, caso eu tropeçar, eu vou levantar ainda mais forte e com um sorriso ainda maior. Vou amar, vou sorrir, vou gritar, vou ser FELIZ! E quer saber? Você deveria fazer exatamente o mesmo.

♫ Listen



a secret dream

13.06.10

Ela não se sentia bem. Os sorrisos ao seu redor, as lembranças do sonho da noite passada... Sim, era isso que a deixava perturbada: o sonho. Não havia sido ruim; na verdade, era simplismente tudo o que ela mais queria que fosse real. Porém, era esse desejo terrivelmente impossível que a fazia sentir mal a cada vez que todas aquelas cenas felizes e perfeitas insistiam em invadir sua mente e complicar ainda mais as coisas, deixar tudo ainda mais difícil. E doía ainda mais quando ela percebia que aquilo tudo aconteceria sempre apenas em um lugar: na sua imaginação. Por que isso tinha que acontecer? Por que ela tinha que ter esses sonhos quando sabia que nunca o teria de verdade? E o príncipe que habitava os seus sonhos? Não, ele nunca iria saber. Ela não se permitiria correr esse risco. Ela sabia que caso nada desse certo, ela poderia perdê-lo por completo. Ela iria aguentar, iria morrer um pouco a cada dia, mas ao menos teria a certeza que poderia tê-lo por perto. Não dá forma que gostaria, mas seria melhor que nada.

@beeislost, que agora sabe que estava errada.


16:31h


Cá estou eu, procurando incessantemente uma distração, qualquer coisa que desvie o foco do meu pensamento, mas isso me parece impossível agora. Desliso a caneta furisamente pela folha em branco, enquanto mais uma tentativa de controlar as lágrimas que inundam meus olhos e rolam pelo meu rosto se mostra frustrada. Um mal entendido. Uma ligação perdida. Um sms pela metade. A explicação que seria dada, caso houvesse chance. Mais lágrimas. Pedidos de desculpas. Mágoa. Orgulho. A necessidade de que tudo fique bem, a qualquer preço. A vontade de correr, gritar ou de simplismente se fazer ouvir. O sentimnto esmagador berrando para que o orgulho seja deixado pra trás mais uma vez. Medo. Um impasse. Não seria mais fácil se o boneco de lata não tivesse um coração?

skyline


Enquanto a cidade dorme, aqui estou eu, deitada na grama do parque da cidade observando o céu escuro, mas coberto de estrelas brilhando intensamente, o que transmite à qualquer observador a impressão de que purpurina prateada foi indisciplinadamente derramada sobre um fundo negro. Não posso evitar que minha mente viaje ao seu encontro. A geografia insiste em nos separar, mas sei que há algo mais forte que nos une, algo capaz de transpor qualquer barreira, um sentimento que nos faz crer que tudo é possível. O desejo de estar ao seu lado, a vontade de te abraçar, de sentir teu cheiro, de te beijar e nunca mais te soltar. As dificuldades parecem desaparecer no minuto em que eu lembro das tuas palavras, do teu timbre de voz, do quanto você me ama e da certeza que logo estaremos juntos. Inevitavelmente, meus olhos enchem-se de lágrimas e eu volto a olhar para o céu sem lua, constatando que em algum lugar sob aquelas mesmas estrelas está você, o amor que eu tanto havia procurado. Sorrio. Os planos pro nosso futuro, a certeza do nosso sentimento e a possibilidade de que nesse momento você também esteja pensando em mim, me dá forças para seguir em frente.

@beeislost, que sabe que vai te encontrar.

#Listen


desistências.


Desisto de tentar lutar contra uma parte de mim que eu sei que é forte o suficiente para me derrotar. Desisto de tentar achar uma saída quando eu tenho certeza de que a única solução pros meus problemas é estar do seu lado. Desisto de me mostrar indiferente, quando nós dois conhecemos a explosão de sensações e sentimentos que está acontecendo dentro de mim. Desisto de tentar achar qualquer outra resposta. Desisto de fingir que está tudo bem. Cansei de tentar reprimir, sem sucesso, tudo o que você é para mim, por puro medo de me machucar. Não sei quais podem ser as consequências disso tudo, não sei se mais uma vez eu possa estar errada, não sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas agora eu vou lutar pra te ter, para estar ao seu lado e para ignorar toda ou qualquer barreira que eu tenha criado numa tentativa visivelmente frustrada de impedir que o meu coração falasse mais alto. Seja qual for o fim disso tudo, eu sei que no fim terá valido a pena, porque eu nunca vou poder parar e olhar pra trás com o arrependimento por não ter tentado.

@beeislost, que desiste de ignorar o que sente.